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segunda-feira, 11 de junho de 2012

h-um-anidade

Nunca fomos um e nunca seremos.

Antes as distâncias nos mantinham afastados, prevalecia o eu, o meu, o nosso.

Hoje a tecnologia nos faz permanecer ainda mais afastados, prevalecendo o eu, o meu, esquece o nosso.

Não existe espaço para o comum a todos, o bem maior. Somos egoístas, egocêntricos, não formamos a h-um-anidade.

Desde de nossas origens permanecemos afastados, olhando para nossos próprios umbigos, nem clãs e famílias vizinhas são bem-vindos.

Conflitos, embates, combates, lutas, guerras pela sobrevivência, por possuir mais recursos, o maior território, mais riquezas.

Explorar recursos naturais foi o primeiro passo, o segundo foi continuar explorando e degradando, o terceiro explorar ainda mais e degradar mais ainda.

O modelo não muda. Ninguém muda. Nada muda. Tudo persiste.

O sistema de oposições revela-se caduco. Defensores e agressores parecem ser engrenagens da mesma máquina, utilizando os mesmos recursos e gerando uma indústria do ambientalismo.

Alegoria criada com um fim que acabou deturpando-se.

Não acredito em ninguém e em mais nada, só em mim e no que posso fazer.

E voce?


sexta-feira, 25 de maio de 2012

CPI tchutchuca

Nunca antes na história deste país alguma CPI chegou a punir a má conduta de alguns políticos, para não dizer outra coisa.

Instrumento criado pela constituição de 1988, permitiria a investigação de políticos, principalmente, legisladores envolvidos em casos de suspeita criminosa por seus pares. Perfeito se não fosse uma coisa: investigados por seus pares.

Já é sabido que legendas partidárias brasileiras não representam nada além de legendas partidárias, sem qualquer doutrina político-filosófica, seja de direita ou esquerda.

Tais extremos são identificados simplesmente pelo prato da balança das relações trabalhistas onde se encontram seus defensores.

Políticos que defendem os interesses de pecuaristas, industriais e religiosos são definidos como direita, enquanto aqueles que estão ligados as centrais sindicais, trabalhadores, pequenos agricultores são considerados esquerda.

Mas tanto um, quanto outro não abrem mão do conforto e beneces que lhes são servidos tanto pelo estado, quanto por seus patrocinadores.

A defesa e proposição de projetos não são voltados para o país, nem menos para aquele cidadão que lhe confere o voto.

Empreiteiros relacionam-se com a máquina pública, desde muito. Até na mudança da capital pode ter tido algum interesse obscuro.

O crime organizado também, por uma simples razão: garante votos através do exercício da força em seus currais eleitorais, nas desgraçadas regiões e favelas de grandes centros urbanos do país.

Patrocinadores e patrocinados vão à tona a cada fato noticiado, apresentando as contaminadas vísceras do estado.

Não existe mais moral, muito menos ética dentro de padrões elevados, mas no mais baixo nível deles, dedicados a interesses individuais.

Então o que fazer? Como comportar-se diante de tamanha e estapafúrdia conduta política? É dizer não, basta, chega!

Cada cidadão, nas próximas eleições, votando de forma consciente e inteligente, com um único propósito de separar aqueles suspeitos de não fazerem nada merecedor, daquela pequena e altruísta minoria de políticos que ainda acreditam na transformação positiva deste país.

É difícil, mas não tentar vai custar mais caro.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Código florestal: sim e não cariocas

O xiitismo ambiental justifica a falta de atenção dedicada a causa por corporações latifundárias e legisladores. O bom senso deveria prevalecer e a lei respeitada.

A votação teve uma pegadinha. 

Quem votou “sim” desejava a manutenção do texto aprovado pelo Senado, que garantia faixas mínimas de proteção e recomposição florestal. 

Já os que votaram “não”, estavam a favor do relatório do deputado Paulo Piau, que anulou essas obrigações e acabaram por ganhar por 90 votos e reformaram a principal lei florestal brasileira.

Veja como a bancada carioca se portou durante a votação do novo Código Florestal (fonte: O Eco notícias):

DEM
Rodrigo Maia sim

PCdoB
Jandira Feghali sim

PDT
Brizola Neto sim
Marcelo Matos sim
Miro Teixeira sim

PMDB
Adrian não
Alexandre Santos não
Edson Ezequiel não
Eduardo Cunha não
Fernando Jordão não
leonardo Picciani não
Washington Reis não

PP
Jair Bolsonaro não
Simão Sessim sim

PPS
Stepan Nercessian sim

PR
Anthony Garotinho abstenção
Adilson Soares não
Francisco Floriano não
Neilton Mulim sim
Paulo Feijó não
Zoinho não

PRB
Vitor Paulo sim

PSB
Glauder Braga sim
Romário não

PSC
Deley abstenção
Hugo Leal sim

PSD
Arolde de Oliveria não
Paulo Cesar sim
Felipe Bornier sim
Liliam Sá sim

PSDB
Andreia Zito sim
Otávio Leite sim

PSOL
Chico Alencar sim
Jean Wyllys sim

PT
Alessandro Molon sim
Benedita da Silva sim
Chico D'Angelo sim
Edson Santos sim
Luiz Sergio sim

PTB
Walney Rocha não

PV
Alfredo Sirkis sim
Aluízio sim

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Interface amigável

Mesmo não sendo um arquiteto ou urbanista, me sinto no direito, como usuário, de manifestar minha opinião sobre o assunto.

Considero que cidades deveriam ter uma interface amigável ao cidadão usuário.

Toda cidade deveria ter um plano diretor onde haja uma sistemática ordenação de sua infraestrutura, superestimando todos problemas de possível ocorrência.

Possuir equipamentos públicos capazes de atender todas as demandas oriundas de qualquer cidadão usuário, independente qual seja ela.

Bairros e regiões com perfis combinados, reduziriam o fluxo, em grandes distâncias, de cidadãos usuários, com exceção dos pólos industriais, por motivos de segurança e qualidade de vida óbvios.

Uma rede de transportes públicos variada e interligada, com um sistema único de cobrança, privilegiando transportes de massa e veículos não-poluentes.

Busca constante pelo aprimoramento e racionalidade dos recursos e da gestão, objetivando redução de custos sem a perda da qualidade e eficiência dos serviços prestados.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Usina de Belo Monte

Não me importo que os artistas que fizeram parte do video viral não conheçam a região onde a hidrelétrica será instalada.

Veja o que Marina Silva fala a respeito, informe-se mais sobre o assunto e participe ativamente como um cidadão responsável.