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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Venezuela, China e a política internacional brasileira

O processo eleitoral venezuelano só se concretiza após a pose do candidato eleito.

Dito isto, sua corte suprema, apesar de toda contrariedade da oposição, concluiu que a cerimônia de posse seria colocada em um segundo plano, uma vez que, o nobre e populista presidente estaria dando continuidade a uma seqüência de mandatos, eleito pelo povo.

O Brasil, gigante por natureza, por sua vez, adotou uma posição a favor do nobre presidente, agora moribundo na ilha de Fidel, sem levar em conta a constituição e as leis eleitorais venezuelanas, e os argumentos da oposição sobre todo o processo.

No outro lado do mundo, os chineses, de olho no Brasil, desejam explorar seu mercado, considerado como crucial, por empresas de alta-tecnologia, como se já não bastasse comprar commodities sem quase nenhum valor agregado.

Mais uma vez, percebe-se que no Brasil, apesar de gigante e do seu futuro ter finalmente chegado, continua com a mesma atitude nociva e permissiva da maioria de seus governantes, políticos e servidores, diria até, de boa parte de sua população - afinal somos nós que os elegemos, somos nós que nos tornamos servidores públicos, somos nós que nos candidatamos - e adota um modelo capitalista cruel e perverso, bem terceiro mundista, sobre o qual não existe uma real preocupação no bom uso dos recursos públicos, suas reservas e serviços a população.

Infelizmente, o país perdeu a chance nos ciclos econômicos evolutivos - agropecuária, revolução industrial, segunda revolução industrial, serviços - e continua perdendo sobre os atuais movimentos -  inovação tecnológica, economia sustentável...

Culpa dos políticos e de sua visão míope focada no curto prazo e sem planejamento estratégico? Da iniciativa privada que não pressiona o estado e investe em inovação tecnológica? Ou de nós mesmos, por presenciarmos tudo isto e não agirmos...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Halt!

Uma crise gera cegueira.

E quando deflagrada, não percebemos sua origem e nos preocupamos somente com suas consequências.

Não foi o atual governo grego que escondeu os números, mas a culpa nele recaiu.

De todos os estados europeus que fazem parte da zona do euro, somente um manteve sua estabilidade econômica passando a ser seu sustentáculo há alguns anos.

País este, provocador das duas grandes guerras, dizimado por duas vezes, reconstruído pela segunda vez sob a vergonha do que foi feito em seu nome no passado próximo.

Dividido, reunificado, resiliente, tornou-se uma só nação para todos os seus cidadãos.

Com a Europa em frangalhos financeiros, tornou-se ator principal neste novo enredo, desempenhando um papel de liderança positiva e acertiva perante a crise global.

Políticos populistas, por ali também existem, jogam toda a culpa por sua incompetência na líder protagonista, levando seu povo a fazer o mesmo.

Como Saramago já escreveu, cegos por não enxergarem a razão de tudo.

Enquanto isso, los hermanos despertam de um sonho tornado pesadelo e voltam a bater em suas panelas reivindicando o retorno da democracia de fato e de direito aqui do lado.

Quanto a nós, passivos ficamos frente a má qualidade dos serviços públicos e de seus gestores que pouco fazem para solucionar nossos problemas e aguardam, passivamente, acumularem-se ou agravarem-se para tomarem uma decisão.

Afinal de contas, para que solucionar um problema enquanto este ainda não se tornou grande o suficiente para provocar uma reação midiática e passar desapercebido.

O que vale para mim, nem sempre vale para você - é assim o seu mote.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Lamento

Nasci em pleno AI-5, em 1968.

Os ânimos eram acirrados e a ação, radicalizada. Só havia extremos.

Eu cresci. O país cresceu. Veio a anistia, o voto direto.

A democracia havia retornado, definitivamente.

Tomei consciência do que era o mundo, e como o Brasil se encaixava nele.

Amadurecida a democracia, um presidente é deposto por meios legais, assumindo seu vice.

A política econômica muda e seu sistema monetário, também.

Muda-se o partido governante e aprimora-se tal política.

Mas a corrupção segue forte ao longo destes breves anos.

Um fato lamentável ocorre, um julgamento na suprema corte.

Acusados, são aqueles que um dia estiveram no poder. Condenam-se.

Aplausos dados, lamentações, críticas. E eu com isso.

Só posso dizer o quão triste é perceber o quanto é feito para não se deixar o poder.

O quanto nossos políticos profissionais se submetem para gerir a máquina pública.

Entender o motivo pelo qual tantos outros desejam almejar tais cargos.

Minha esperança é que algum dia valores éticos e morais estejam no mais elevado patamar em nossa sociedade de modo a não corroborarmos mais com tais condutas, nem aceitarmos as políticas populistas.

Bem como nos engajarmos através do voto consciente e de uma ativa participação.

Naquele que entendo que seja o melhor sistema político existente apesar de suas falhas: a Democracia.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Independência ou...

Os três poderes constituídos deveriam ter total independência entre eles, mas não é assim que a banda toca.

Enquanto o legislativo federal emperra a pauta, reivindicando cargos de primeiro e segundo escalões no executivo, este por sua vez, nomeia ministros do supremo.

Diante de tal realidade, fica evidente a dependência plena entre eles.

Quem decide é quem tem o poder de maior barganha, e aí recai na mediocridade partidária nacional, que por sua vez é subsidiada por patrocinadores obscuros.

Então quem manda são os tais personagens obscuros do sistema que utilizam sua influência econômica para obter os mais diversos desejos atendidos.

Financiam campanhas, elegem legisladores e governantes, estão sempre próximos de magistrados, viajam e passeiam com alto escalão, emprestando seus jatos executivos, mesmo havendo verba pública destinada a cobrir tais gastos.

Estão sempre envolvidos com licitações, contratações e financiamentos públicos, recebendo mas nem sempre entregando o combinado.

Não existe independência, não é preto no branco, tudo é um tanto cinza.

Uma penumbra que persiste em limitar a visão do cidadão e que lhe proporciona, uma vez outra, um vislumbre da luz solar.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

CPI tchutchuca

Nunca antes na história deste país alguma CPI chegou a punir a má conduta de alguns políticos, para não dizer outra coisa.

Instrumento criado pela constituição de 1988, permitiria a investigação de políticos, principalmente, legisladores envolvidos em casos de suspeita criminosa por seus pares. Perfeito se não fosse uma coisa: investigados por seus pares.

Já é sabido que legendas partidárias brasileiras não representam nada além de legendas partidárias, sem qualquer doutrina político-filosófica, seja de direita ou esquerda.

Tais extremos são identificados simplesmente pelo prato da balança das relações trabalhistas onde se encontram seus defensores.

Políticos que defendem os interesses de pecuaristas, industriais e religiosos são definidos como direita, enquanto aqueles que estão ligados as centrais sindicais, trabalhadores, pequenos agricultores são considerados esquerda.

Mas tanto um, quanto outro não abrem mão do conforto e beneces que lhes são servidos tanto pelo estado, quanto por seus patrocinadores.

A defesa e proposição de projetos não são voltados para o país, nem menos para aquele cidadão que lhe confere o voto.

Empreiteiros relacionam-se com a máquina pública, desde muito. Até na mudança da capital pode ter tido algum interesse obscuro.

O crime organizado também, por uma simples razão: garante votos através do exercício da força em seus currais eleitorais, nas desgraçadas regiões e favelas de grandes centros urbanos do país.

Patrocinadores e patrocinados vão à tona a cada fato noticiado, apresentando as contaminadas vísceras do estado.

Não existe mais moral, muito menos ética dentro de padrões elevados, mas no mais baixo nível deles, dedicados a interesses individuais.

Então o que fazer? Como comportar-se diante de tamanha e estapafúrdia conduta política? É dizer não, basta, chega!

Cada cidadão, nas próximas eleições, votando de forma consciente e inteligente, com um único propósito de separar aqueles suspeitos de não fazerem nada merecedor, daquela pequena e altruísta minoria de políticos que ainda acreditam na transformação positiva deste país.

É difícil, mas não tentar vai custar mais caro.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A mais desprezível das profissões

Dizem que ser professor é vocação, eu digo que é maldição.

Desprezível é a profissão que ensina, ou ao menos tenta, a refletir, a pensar. Isso traz problemas e muitos.

Povo pensante, reflete frente ao oferecimento e a sua realidade. Pior, começa a tomar suas próprias decisões e a agir por sua conta. Líderes populistas, sejam políticos, sejam de entidades de classe, ou de movimentos sociais tremem diante de tal possibilidade.

Por isso nos sobra o resto do resto do resto do resto. Pesquisa da Unesco revela que os professores no Brasil recebem o terceiro pior salário no mundo, sendo que por aqui, é o pior salário entre profissionais de nível superior.

Isso quer dizer que, segundo a pesquisa, 60% dos professores na região nordeste recebem cerca de R$530,00. A média nacional dos docentes da educação básica é de R$927,00 mas a mediana, ou seja o ponto onde 50% dos professores recebem abaixo deste valor, é R$720,00.

No Japão, professores formam um grupo social o qual até o seu imperador o reverencia. Na Coréia do Sul, seu salário se aproxima ao dos ministros de estado. Novos tigres e dragões asiáticos investiram em políticas educacionais onde a figura central e mais valorizada é a do professor.

Em cada país citado, existem professores orgulhosos por sua vocação e dedicação, por lá, sê-lo não é maldição. Mas por aqui, em nossas terras tupiniquins, nem mesmo entre os aborígenes locais, ser professor é valorizado, são caçados e estão em extinção. Vê-los ou tê-los por perto é algo cada vez mais raro.

Esgotados por suas rotinas diárias entre dois, três, quatro empregos, por vezes, em três turnos, indo além das 44 horas/trabalho por semana, responsável por ensinar o conteúdo programático, avaliar, corrigir e educar, uma maioria de alunos deseducados sem nenhum valor moral ou ético, sem compromisso com a sua formação e sem a preocupação da família.

Haverá um dia que um professor receberá um dos salários mais altos do país, neste dia, haverão alguns soltos por aí, na selva do sistema educacional e de tão raros, finalmente terão suas cabeças por um alto prêmio.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O Bonde do MP

Portal Terra: notícias

Para até um nome de um funk, daqueles do mais bizarros.

O Ministério Público carioca indiciou a Justiça cinco funcionários por homicídio e lesão corporal culposa, enquanto assessoria da secretaria estadual de transportes alega que não é de competência de seu secretário Julio Lopes comentar o assunto.

Uma clara incompetência de gestão do público, onde os meios de transportes sob tutela do estado, estão vinculados a milícia, a monopólios ou sucateados.

O chefe da pasta deveria é que deveria ser indiciado por incompetência administrativa e muita cara de pau.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Emenda Constitucional

Recebi na minha caixa postal eletrônica um email de um amigo que continha um texto sugerindo uma emenda constitucional no qual tomei a liberdade de contribuir com algumas modificações.


Projeto de Emenda Constitucional para Reforma do Congresso Nacional

Art. 1º - Todo congressista receberá sua remuneração salarial somente durante o período do seu mandato. 

Parágrafo primeiro: Todo congressista não terá direito à aposentadoria diferenciada em decorrência do mandato.

Parágrafo segundo: Ficam extintos todos os benefícios e verbas complementares, cabendo ao congressista arcar com suas próprias despesas, bem como as de seu gabinete, exceto em missão de extrema relevância nacional.

Art. 2º - Todo congressista passará a contribuir para o INSS.

Parágrafo primeiro: O congressista terá direitos aos mesmos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos os outros brasileiros. 

Parágrafo segundo: O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade, senão, para a aposentadoria por tempo de serviço do congressista.

Art. 3º - Caso seja do interesse do congressista, este poderá adquirir um plano de previdência privada complementar, arcando com seu custo e sendo vedada seu financiamento público, a exemplo do que acontece com todos os cidadãos comuns.

Art. 4º - Fica vedada a votação no congresso do próprio reajuste salarial, sendo aplicado o índice de reajuste anual do salário mínimo determinado pelo governo federal para efeito de correção salarial.

Art. 5º - Fica extinto o forum privilegiado a congressistas, recebendo o mesmo tratamento jurídico que qualquer cidadão comum.

Art. 6º - Só será permitida a participação de um mesmo congressista em dois termos, seguidos ou alternados, em cada uma das esferas políticas, ou seja, municipal, estadual e federal.

Parágrafo primeiro: Ao final do seu último mandato, será necessário cumprir um período de quarentena equivalente ao último termo exercido, no qual fica vedado, qualquer tipo de relação, direta ou indireta, bem como sua participação, de seus familiares, de suas empresas e de empresas de seus familiares em licitações públicas ou contração extraordinária.

Art. 7º - Todas as votações referentes as matérias discutidas no congresso, bem como, nas comissões deverão ser realizadas por voto aberto, garantindo assim, transparência pública.

Art. 8º - Fica estabelecido aos legisladores municipais, estaduais as mesmas condições e direitos aqui tratadas e definidas.

Se cada pessoa que ler este manifesto repassar seu link para um mínimo de vinte pessoas em três dias grande parte da população terá acesso a esta informação.

Eu já fiz a minha parte e voce?

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Código florestal: sim e não cariocas

O xiitismo ambiental justifica a falta de atenção dedicada a causa por corporações latifundárias e legisladores. O bom senso deveria prevalecer e a lei respeitada.

A votação teve uma pegadinha. 

Quem votou “sim” desejava a manutenção do texto aprovado pelo Senado, que garantia faixas mínimas de proteção e recomposição florestal. 

Já os que votaram “não”, estavam a favor do relatório do deputado Paulo Piau, que anulou essas obrigações e acabaram por ganhar por 90 votos e reformaram a principal lei florestal brasileira.

Veja como a bancada carioca se portou durante a votação do novo Código Florestal (fonte: O Eco notícias):

DEM
Rodrigo Maia sim

PCdoB
Jandira Feghali sim

PDT
Brizola Neto sim
Marcelo Matos sim
Miro Teixeira sim

PMDB
Adrian não
Alexandre Santos não
Edson Ezequiel não
Eduardo Cunha não
Fernando Jordão não
leonardo Picciani não
Washington Reis não

PP
Jair Bolsonaro não
Simão Sessim sim

PPS
Stepan Nercessian sim

PR
Anthony Garotinho abstenção
Adilson Soares não
Francisco Floriano não
Neilton Mulim sim
Paulo Feijó não
Zoinho não

PRB
Vitor Paulo sim

PSB
Glauder Braga sim
Romário não

PSC
Deley abstenção
Hugo Leal sim

PSD
Arolde de Oliveria não
Paulo Cesar sim
Felipe Bornier sim
Liliam Sá sim

PSDB
Andreia Zito sim
Otávio Leite sim

PSOL
Chico Alencar sim
Jean Wyllys sim

PT
Alessandro Molon sim
Benedita da Silva sim
Chico D'Angelo sim
Edson Santos sim
Luiz Sergio sim

PTB
Walney Rocha não

PV
Alfredo Sirkis sim
Aluízio sim

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Liberte-se


Um fórmula de sucesso já de muito persiste na relação entre políticos, seus correligionários, o crime organizado e corruptores ativos.

O banquete servido é o estado em todas as suas esferas e poderes, não sobra nada.

Raros são os momentos em que tudo vem a tona, quiçá porque uns desejaram a parte doutros.

Órgãos investigativos são utilizados como instrumentos cirúrgicos para extrair aquele cancer que teima em devorar o alheio.

A imprensa, manipulada pelo recebimento de informações, estimula a opinião pública e seu posicionamento, exacerbando ainda mais a citada erradicação do mal para que este peçonhento organismo parasita mantenha seu sustento e sobrevivência.

"Criamos dificuldades para vender facilidades" - ouvi de um político certa vez.

Tomei nojo, ojeriza, aversão, me tornei apolítico.

Mas acabei por perceber que é justamente o que desejam: que o povo tenha aversão a política.

Reverti o processo, me engajando positivamente, extravasando toda a minha indignação e buscando soluções para demandas da minha comunidade.

Faça o mesmo. Não precisamos de políticos corruptos ou de seus corruptores para vivermos bem.

O que precisamos é mobilizarmo-nos imediatamente e fazermos acontecer. Esqueça os programas sociais, as bolsas de auxílio.

Eduque-se e aos seus, empreenda, seja resiliente, persista, ajude sua comunidade, participe ativamente das questões diárias, trabalhe muito e aprenda a lidar com o dinheiro.

Dinheiro este que não faz mal nenhum e nem traz infelicidade como transparece nas novelas, pelo contrário, liberta.

Liberte-se.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Aqui, lá e acolá...

Enquanto Demógenes não larga o osso seguindo o exemplo de tantos outros iguais...

Candidato republicano americano utiliza dura realidade do estado de saúde da sua filha para promover-se e angariar votos.

Já lá na China, membro da cúpula do Partido levanta suspeita de envolvimento inescrupuloso e corrupto e é afastado do seu posto.

Aqui, como lá e acolá, políticos são os mesmos. usam o aparato para benefício próprio ou de poucos, somente a reação é diversa, quando pegos com a mão na botija.

Vale a pena gastar dinheiro público para permitir aborto de feto anencéfalo? Será que ninguém pensa nos riscos da mãe e seu constrangimento emocional em saber que gera um ser fadado a morte natal?

terça-feira, 3 de abril de 2012

Ética?!

O presidente da Hungria renunciou após denúncia de plágio de tese de doutorado defendida por ele há 20 anos.

Diante do parlamento discursou afirmando que o escândalo estaria dividindo o país.

Do outro lado do atlântico, segue a ladainha tupiniquim sobre atitudes desmostianas que nem de pouco, quanto mais de muito, corroboram com a imagem de político ilibado e retitude que sempre tentou parecer.

Mais uma vez ludibriados por subterfúgios e estratagemas politiqueiros, somos a audiência passiva deste drama que não parece ter mais fim.

Todos, digo todos os homens públicos que estiveram envolvidos em escândalos, alegaram inocência e foram até as últimas consequências para manter seus cargos e beneces, só tirando seu time de campo quando a possibilidade de inelegibilidade e perda de fórum privilegiado fosse evidente.

Percebe-se que o povo merece o que está ali, não porque vota mal, mas porque é inerte e indolente, aceitando migalhosas bolsas assistenciais ou um saco de cimento e meia dúzias de tijolos para fazer uma laje.

Laje esta, tão famosa, por fazer parte do cotidiano de uma maioria como seu espaço de lazer e confraternização e que de lá deveria ecoar um grito alto exigindo atitudes públicas compatíveis as funções desempenhadas pelos mais bem remunerados funcionários públicos.

Não sejamos indolentes, verborremos nossa indignação, vomitando tudo de podre do reino tupiniquim.

sexta-feira, 23 de março de 2012

MMA

"Are you ready?", "Are you ready?", "Fight!"

Não tem como não comparar... Bem que poderia ser assim: colocar um politicota de um lado, outro politicota do outro e ao sinal do árbitro, deixarem os dois saírem na porrada.

Pelo menos a população se divertiria assistindo-os.

Não... Acho que não seria assim... Nem mesmo para assistir seria divertido. Mais provável que, como crianças mimadas, saíssem se estapeando, batendo pesinho e dando beicinho um para o outro.

E isto seria digno de pena... Pena de nós, que escolhemos estes malditos para legislarem e governarem.

Chega! Não dá mais para continuarmos agindo como manada sendo preparada para o abate. Vamos nos mexer, nos mobilizar - afinal não é assim que o MST e outros movimentos conseguem tudo?! - só que dentro da legalidade.

Esqueçamos as diferenças, quaisquer que sejam elas, e façamos nós o futuro deste país no presente.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Denúncia: licitando o estado!

Enquanto são apresentados vídeos decorrentes de uma bem feita reportagem investigativa que contou com a colaboração de um servidor público exemplar, partidocas aliados e legisladores mimados exigem contrapartida do executivo para terem suas reinvidicações atendidas, a propina de um jogo muito semelhante ao das licitações fraudulentas.

Parafraseando uma das personagens da matéria, afirmo que tal comportamento político é regido pela lei do mercado, é assim mesmo que a coisa funciona.

O consumo de cerveja em estádios está sendo colocado num patamar irreal e absurdo! Seu uso social em locais públicos é uma questão de educação e civilidade, devendo permancer fora do ambiente da moral religiosa, uma vez que o estado deve ser laico e isento de influências alheias e ideologias distorcidas.

Quando utilizado nos estádios, ou seja, em um único local, facilita o controle da multidão e eventual repressão a exageros.

Quando não, consome-se em todos os lugares antes e após os jogos, dispersando as forças de segurança e dificultando sua atuação quando necessária.

O que deveria ser colocado na pauta do editorial dos jornais é o comportamento egocêntrico e egoísta de nossos legisladores que, na sua maioria, só se preocupam consigo e seus interesses, sejam eles quais forem.

Fica evidente, que são incompetentes para ocupar os cargos que ocupam, na sua maioria.

Pense bem nas próximas eleições, nós não precisamos deles, eles é que precisam de nós.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Politicagem brasiliana

Em um estado democrático de direito, onde os três poderes assim constituídos gozam de independência baseada nos princípios de uma democracia saudável, não é cabível tamanha distorção.

Numa relação, no mínimo, temerosa, legislativo e executivo discutem apoio político as causas próprias colocando na negociação cargos na máquina pública.

A atitude esdrúxula de esvaziamento do congresso nacional para não aprovar projetos e emendas do executivo é vergonhosa.

Nossos legisladores fazem beicinho porque não foram ouvidos pelo executivo, ou ainda não foram informados pelo mesmo de suas ações.

Batem o pé e se jogam no chão como crianças mimadas acostumadas a terem todas, digo, todas as suas vontades satisfeitas.

O grande problema do nosso país e sua governabilidade, não está no rico solo, na costa magnífica, nas suas matas e florestas. Muito menos nos pequenos vilarejos do interior, ou nas grandes metrópoles. Não está na agropecuária, na indústria, no comércio ou nos serviços.

Nosso grande problema encontra-se no alto custo da máquina pública, e digo isso, por conta dos gastos exagerados com a manutenção de políticas que parecem um tremendo contra senso.

Uma delas é o financiamento partidário. Se um governo financia partidos, como fica o sistema democrático?

Outra está no aumento do número de municípios que não produzem nada, não geram receitas suficientes para manterem-se e mamam nas tetas de verbas oriundas do fundo federal destinado. Pouco se faz pela população e câmaras municipais são recheadas de vereadores que não fazem absolutamente nada, ou pouco, quando fazem.

Estas políticas sobe em hierarquia e escalão chegando a brasília e a esfera federal. Jetons e benefícios desnecessários são distribuídos aqueles que já recebem o seu salário para manter seu alto padrão de vida.

Se este, ou aquele deputado vai colocar um ou vinte assessores em seu gabinete, é problema deles. Eles que paguem do seu bolso!

Nosso ministro da fazenda deveria fazer a seguinte conta antes de inventar soluções mágicas para conter o dólar e tornar o brasil mais competitivo:

GTB - (GBP x TXC) = GRB, onde:

GTB - Gasto Total da Máquina Pública Brasileira
GBP - Gasto com Beneces Públicas a Autoridades Governamentais
TXC - Taxa de Corrupção
GRB - Gasto Real Brasil

Não é a taxação de produtos ou da entrada de capital estrangeiro que solucionará a crise. O problema é externo e pouco se pode fazer.

A atitude mais correta, seria atacar nossos problemas internos, reduzindo o GBP e a TXC, garantindo uma receita extra para a realização dos investimentos necessários e a redução da carga tributária.

Só para terminar: somente quando for criada uma conta corrente vinculada ao CPF é que teremos um real controle sobre a previdência e a então falácia de falência do sistemas cairá por terra.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Populistas...

globo.com

O que Putin, Chavez, Mahmoud e Lula tem em comum? Todos são populistas.

Um discurso para os menos favorecidos desprovidos de uma educação formal de qualidade.

É correto? Até certo ponto, sim.

Aqueles que possuem mais devem ser responsáveis por quem não tem nada ou muito pouco. Políticos então, devem ter isso como prioridade.

Por que não estão totalmente corretos?

Simples, porque utilizam este discurso associado com falsas políticas sociais que mascaram sua reais intenções e iludem aqueles que deveriam receber reais benefícios e, com isso, perpetuam-se na eternidade do poder, exercendo fortes influências no estado e sua máquina.

Como uma praga, uma doença mortal, devemos aniquilá-los, extingui-los pelo imperfeito, mas melhor e mais justa ferramenta democrática criada pelo homem até hoje: o voto.

Não repita seu voto. Não vote naqueles que não fizeram nada pelo bem geral, pela sociedade.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Que presente para cidade...


Outrora rivais políticos, os Garotinhos e os Maias agora formam uma aliança contra o atual prefeito. Ou seria contra a Cidade Maravilhosa?

Quem lembra da seqüencia dos Garotinhos no governo estadual. E a ausência do prefeito Maia...

O que esperar de políticos que utilizam a religião, o populismo e factóides para promoverem-se e atacarem adversários.

Seja inteligente e não permita que políticos deste calibre retornem ao poder, quanto mais distantes melhor. Acabemos com suas dinastias, não votando em seus filhos, netos, bisnetos.

PS: se elegemos legisladores para legislar, o que fazem no executivo?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Romário. Mais nada...

O deputado federal Romário (PSB-RJ) se mostrou pessimista quanto ao uso adequado dos recursos para a Copa do Mundo de 2014. Em entrevista concedida na última quinta-feira (9) ao apresentador Datena e ao comentarista Neto, da Band, o parlamentar foi enfático: “vão meter a mão na grana da Copa”. 

Membro da Comissão Especial da Lei Geral da Copa, que dispõe sobre medidas à realização da Copa das Confederações de 2013 e do torneio mundial de 2014, Romário tem se dedicado a fiscalizar e debater as obras de infraestrutura, mobilidade e o legado a ser deixado pelo principal torneio de futebol entre seleções. 

Durante a entrevista, Romário atentou para o fato de que muitas obras nos estádios podem entrar em caráter emergencial, isto é, que sejam disponibilizados recursos sem licitação: “(...) Aí o céu é o limite”, afirmou o deputado.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Viralatas

Temos uma origem genética idêntica a qualquer viralatas que encontramos na rua.
Miscigenados que somos por caucasianos europeus, aborígenes americanos e africanos na nossa descoberta formal, posteriormente acrescida de genes asiáticos variados.

Somos viralatas, quando entregados a própria sorte, corremos pelas ruas e vielas atrás de nosso próprio sustento, sem poder contar com o poder público para nos fornecer os serviços que deveriam ser direitos de todos e garantidos pela constituição, assim mesmo, sem um ‘c’ maiúsculo, e não somente uma manobra política para angariar votos de viralatas ainda mais miseráveis.

Quando viralatas moribundos, recebemos migalhas e sobras de supostos benefícios sociais que preenchem nosso vazio estomago que ruge e dói e abanamos nossos rabos micosentos e perebentos entregando nossos votos desejando sermos adotados e passarmos a ter um lar-nação.

Infelizmente, nada acontece, estou cansado de ser um reles e moribundo viralatas faminto e pulguento sem rumo, vagando pelo brasil sem sorte e destino...
Na próxima vez que me oferecerem restos, vou dar uma mordida!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Previdencia Social

Em plenário, ministro da previdencia defende contribuição complementar para aqueles que desejem receber acima do teto da iniciativa privada quando aposentado. Segundo ainda o próprio ministro, são necessários quatro servidores na ativa para pagar a aposentadoria de um (veja a notícia). Como assim?

Os problemas são diversos e vão além do valor ou do tempo de contribuição.

Um: Falta de controle sobre desvios de verbas previdenciárias através de fraudes.
Dois: destinação de verbas oriundas da previdencia para diversos programas sociais do governo.
Tres: A contribuição individual cai num fundo comum.
Quatro: Falta de gestão eficiente do dinheiro arrecadado.
Cinco: Visão míope de nossos políticos.

A previdencia deveria seguir o exemplo do FGTS, e ser individualizada através da criação de uma conta-corrente vinculada ao CPF do contribuinte. Deste modo o dinheiro depositado seria única e exclusivamente do próprio não podendo ser utilizado para pagar, a exemplo do que disse o ministro, a aposentadoria de outrem.

Uma melhor gestão do dinheiro acumulado garantindo pelo menos a correção monetária mais um benchmark, como acontece nos fundos de investimentos privados associado a uma garantia securitária.

Transparencia no controle da contribuição onde o contribuinte teria total acesso ao valor acumulado, rendimento e provável valor atual da aposentadoria de acordo com a média de contribuições acumuladas e o tempo estimado para tanto.

Estas ações, por si só, podem garantir uma reversão no aumento do déficit previdenciário.

Resta saber o que é mais interessante para a Nação ou para os políticos. Vote consciente!